Líderes do G7 terão acordo sobre ferramentas contra o que chamam de 'coerção' econômica da China
Os líderes do G7 definirão um "kit de ferramentas", neste sábado, para combater o que chamam de "coerção" econômica de Pequim e limitar os riscos de que as exportações de alta tecnologia para a China prejudiquem a segurança nacional, anunciou Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA.
Cúpula ao vivo: Acompanhe o encontro do G7 em Hiroshima e a participação do Brasil
Sullivan disse a repórteres na cúpula do G7, em Hiroshima, que as medidas se concentrarão em tornar as cadeias de suprimentos mais resilientes para os países do G7, que atualmente dependem fortemente da China em alguns setores.
O acordo também incluirá "medidas para proteger tecnologias sensíveis, como controles de exportação e medidas sobre investimentos estrangeiros", acrescentou.
Sullivan disse que muitas das diferenças anteriores entre os Estados Unidos e a União Europeia, sobre como lidar com a China, foram resolvidas.
A estratégia comum enfatizará a necessidade de proteger os países ocidentais, evitando um confronto direto com o gigante asiático.
EUA e Taiwan concluem negociações para acordo comercial
"Os líderes do G7 sairão, hoje, com uma declaração sobre nossa abordagem compartilhada para a República Popular da China", disse.
Ele especificou que incluirá garantias de que o grupo deseja "relações estáveis com a China e trabalhar em conjunto (com Pequim) em questões de interesse mútuo".
Segundo Sullivan, uma intensa diplomacia desenvolvida desde que o presidente Joe Biden chegou ao poder, em janeiro de 2021, permitiu um "alinhamento" do G7 nessa questão.
Deixe seu comentário