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Exportações por terra se tornam mais difíceis no tempo frio

Segundo a ABC Cargas, a orientação aos motoristas em situações desse tipo é que permaneçam nos caminhões até a abertura parcial ou total da estrada. A empresa recorda ainda que é obrigatória a utilização de correntes nos pneus tanto para subir como para descer a cordilheira. Em regra, cada caminhão segue com apenas um motorista, que cumpre os períodos de descanso determinados por lei. Luiz Carlos Lopes, diretor de operações da Braspress, afirma que a maioria dos profissionais do eixo internacional é contratada nas regiões de fronteira: "Eles carregam naturalmente uma facilidade na fluência [idioma espanhol]. Os demais recebem instruções básicas e, sempre que precisam, são apoiados por nossas equipes de suporte, tanto no Brasil como nos países do Mercosul." Burocracia gera lentidão Outro problema relatado pela ABC Cargas é a falta de agentes fiscais nas aduanas. "E a burocracia, caso a carga tenha de passar por uma análise física mais criteriosa, está levando até 60 dias", lamenta Guedes. Ele também afirma que poderia haver mais segurança nas estradas e em diferentes etapas da operação. "Uma questão que preocupa tanto os motoristas quanto a empresa é o roubo de cargas na América do Sul. O índice de furtos em aduanas e postos tem subido nos últimos anos. Isso se deve à demora frequente nas aduanas." Ele informa ainda que esses locais não oferecem infraestrutura adequada aos motoristas. Para Lopes, da Braspress, esse é um problema que atinge todos os transportadores. "A infraestrutura existente nos eixos que interligam as principais rodovias desses países precisa de melhores condições." Lopes recorda também que é preciso sempre considerar os trâmites fiscais que envolvem o comércio de um país a outro. "Isso exige muita preparação de nossos agentes para que evitem o prolongamento das paradas em fronteiras e o aumento nos custos."
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