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Eletromobilidade e as mudanças climáticas na COP-27

Ainda assim, durante o evento, foi visível a pouca atenção ao tema, quando comparada a outras pautas, o que se reflete em sua ausência no documento final da COP. As discussões envolvendo a pauta urbana foram concentrados em espaços das organizações de redes de cidades, como o Iclei, espaços temáticos, como as organizações focadas em mobilidade urbana, e pavilhões dos Países. Desafios semelhantes No tema da mobilidade, a pauta de eletrificação de carros e ônibus foi uma das mais frequentes, marcando presença em eventos nos espaços dos países que queriam mostrar os seus avanços. A primeira constatação, em relação ao atraso do Brasil, já vem daí. As conversas sobre o tema em espaços brasileiros na COP-27 aconteceram nas salas da sociedade civil, e não no espaço do governo federal. Algumas organizações internacionais promoveram painéis sobre nações em desenvolvimento, como a experiência do Quênia, além dos exemplos europeus e asiáticos, como a Coreia do Sul. Os desafios para redução de emissões no transporte, no entanto, são semelhantes aos brasileiros: financiar a compra de veículos, que são mais caros, sem impactar na tarifa do transporte, ainda que a operação se mostre mais econômica ao longo do tempo. No espaço do hub brasileiro, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Instituto Saúde e Sustentabilidade trouxeram organizações brasileiras e internacionais para discutir soluções possíveis para a melhoria da qualidade de vida e a redução de emissões por meio de ações em nível nacional e local (das cidades brasileiras). Nos painéis sobre mobilidade urbana, as organizações locais relataram a ausência de dados públicos para embasar as tomadas de decisões dos governos, além de exemplos de soluções inovadoras que vêm sendo adotadas no Brasil. A participação de congressistas brasileiros permitiu aos participantes reivindicar a postura do governo federal como coordenador na política de mobilidade urbana sustentável e socialmente justa e inclusiva.
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