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Companhia aérea Emirates cria fundo de sustentabilidade de 200 milhões

A companhia aérea Emirates anunciou esta quinta-feira que investiu 200 milhões de dólares num fundo de investigação focado na redução do impacto dos combustíveis fósseis na aviação comercial. Para atingir as metas previstas de emissões líquidas zero, não seria possível utilizar as opções atualmente disponíveis. O presidente da Emirates, Tim Clark, disse, citado pela "Reuters", que o maior obstáculo para as companhias aéreas reduzirem o seu impacto ambiental é o combustível. "Está claro que, com os atuais caminhos disponíveis para as companhias aéreas em termos de redução de emissões, a nossa indústria não será capaz de atingir as metas previstas de emissões líquidas zero", disse Clark. Os fundos serão desembolsados ao longo de três anos e a companhia aérea com sede no Dubai identificará parcerias com organizações que trabalham em tecnologias de combustível e energia, disse o presidente da Emirates. Clark disse que a companhia usará práticas ambientalmente responsáveis até que outras soluções de combustível sejam encontradas, incluindo combustível de aviação sustentável (SAF), quando viáveis. Estima-se que a produção global de SAF atenda a apenas 2% das necessidades de combustível de aviação até 2025, de acordo com o grupo de associados do sector aéreo, a IATA. O SAF é produzido em pequenas quantidades a partir de matérias-primas como óleos alimentares e dejetos animais e custa de duas a cinco vezes mais do que os combustíveis de aviação convencionais.
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