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Casa Branca defende regulação da Inteligência Artificial

"Nosso objetivo é ter uma discussão franca sobre os riscos que cada um de nós vê no desenvolvimento atual e de curto prazo da IA, ações para mitigar esses riscos", diz o convite enviado aos CEOs de Google, Microsoft, OpenAI (do ChatGPT) e a startup Anthropic. A expectativa era de que apenas a vice-presidente, Kamala Harris, se encontraria com os líderes das empresas, mas ao fim o próprio Biden apareceu. "A IA é uma das tecnologias mais poderosas da atualidade, com potencial para melhorar a vida das pessoas e enfrentar alguns dos maiores desafios da sociedade. Ao mesmo tempo, tem o potencial de aumentar drasticamente as ameaças à segurança, ferir os direitos civis e a privacidade e minar a confiança pública e a fé na democracia", disse Kamala em comunicado após a reunião. "O setor privado tem uma responsabilidade ética, moral e legal de garantir a segurança de seus produtos", afirmou ela. Chatgpt aumenta pressão Desde o lançamento do Chat GPT no fim do ano passado e com o avanço acelerado de tecnologias similares, o governo americano tem sido pressionado para monitorar o desenvolvimento da inteligência artificial. A equipe de Biden tem visto uma aplicação bem prática da inteligência artificial. No mesmo dia em que o presidente democrata anunciou a campanha pela reeleição, o Partido Republicano lançou uma propaganda na TV com imagens geradas por inteligência artificial que mostram um cenário apocalíptico para os EUA se Biden for reeleito. A peça mostra imagens fictícias geradas por IA de "uma China fortalecida" invadindo Taiwan; Wall Street, coração financeiro de Nova York, destruída; militares em guerra na fronteira com o México; e a cidade de San Francisco sitiada em meio a uma crise aguda de opióides. Investimentos IA "Como o presidente Biden enfatizou, para aproveitar os benefícios da IA, precisamos começar mitigando seus riscos", disse uma autoridade da Casa Branca ao anunciar investimento do governo de US$ 140 milhões na criação de novos centros de pesquisa. A Casa Branca enfatiza que a atuação sobre a inteligência artificial não vem de agora, com projeto de lei para proteger a privacidade dos usuários e um arcabouço do Departamento do Comércio para redução de riscos no uso da tecnologia. A chefe da Comissão Federal de Comércio dos EUA, Lina Khan, defendeu que é hora de regular a tecnologia porque "a última vez que nos encontramos diante de uma mudança social tão disseminada trazida pela tecnologia foi com a Web 2.0 em meados da década de 2000", referindo-se ao começo da chamada era das plataformas, em que redes como Facebook e YouTube passaram a dominar a internet. Nesse período, o que começou como uma tecnologia revolucionária terminou como concentração extrema de poder na mão de poucas empresas a um custo extraordinário da privacidade dos usuários. Com o avanço da IA, defende, "autoridades têm a responsabilidade de garantir que a história não se repita." A regulação de tecnologias de inteligência artificial está na pauta em outros países. Tramita no Parlamento europeu a "Lei da IA", que estabelece padrões rigorosos de transparência para tecnologias do tipo usadas em áreas estratégica.
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