Manganês impulsiona apreensão de minérios em 2022, que já supera 2021
As apreensões de manganês em 2022 vêm impulsionando o volume geral de minério apreendidos este ano que já superam 2021.
Nas últimas semanas, conforme tem noticiado o Minera Brasil, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem realizado diversas apreensões. Em 15 de maio, por exemplo, a PRF apreendeu 800 toneladas de manganês extraídas ilegalmente na região de Marabá, no Pará, que foram abandonadas por caminhoneiros.
Antes disso, no dia 24 de abril, os agentes haviam apreendido 100 toneladas de manganês também no Pará.
Com isso, as apreensões de manganês, pedras preciosas e metais, realizadas somente pela PRF em 2022, já somam 1.362,7 toneladas. A título de comparação, em todo o ano de 2021, foram apreendidas 919,73 toneladas.
De acordo com Salim Junes, chefe do Núcleo de Comunicação Social da PRF/PA, as apreensões massivas de minério não são algo recente. Isso porque ela já ocorre há anos. No entanto, o volume do minério apreendido chama a atenção.
"Essa última ocorrência [de 15 de maio] foi atípica, envolveu um número expressivo de cargas, o que elevou os números. Podemos perceber, também, a figura do batedor e de radiocomunicação, assim como nos demais crimes, principalmente no transporte de drogas, para que caso surja uma fiscalização eventual, eles consigam driblar".
Segundo a PRF, os municípios que mais comercializam minério de forma clandestina são Marabá, Pacajá, Curionópolis e Parauapebas.
"Identificamos que o minério estaria a caminho dos portos da região e, segundo informações do Ministério da Economia, a maior parte das apreensões feitas no sudeste do estado seguiria para a Ásia".
Além das referidas apreensões, a PRF bem como a PF vem realizando operações para combater garimpo e mineração ilegal sobretudo na região Norte do país.
Segundo o presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), Luciano Stremel Barros, houve um crescimento dos crimes na região Norte do país, em que além da extensão territorial, há vastas áreas de fronteira.
"Importante pensarmos constantemente na securitização das fronteiras. Além dos minérios, a cada dia há mais formas ligadas à expansão da criminalidade, especialmente na região Norte. O país necessita repensar as suas riquezas nessas áreas e desenvolver com visão para a sustentabilidade: com mercado formal e com produtos nacionais sendo empregados de forma correta, para que essa riqueza possa ficar no país".
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